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Os trabalhadores da fábrica de calçado Rohde, na Feira, vão votar contra a proposta de viabilização apresentada pela administração. A maior empresa de calçado do país vai acabar na próxima assembleia de credores, ainda sem data marcada. Sem excepção, todos os trabalhadores que se reuniram na sede do Sindicato do Calçado de Aveiro e Coimbra, em S. João da Madeira, para ouvirem os esclarecimentos sobre o plano de viabilização decidiram em uníssono dizer “não” à proposta que há duas semanas foi entregue no Tribunal, que previa emprego apenas para 150 trabalhadores.
“É uma proposta inaceitável e insultuosa para a inteligência dos trabalhadores”. “O que eles pretendem [administração] é passar o odioso do encerramento da empresa para os trabalhadores”, garantiu o advogado do sindicato, Francisco Luís, perante as centenas de associados que não continham a sua indignação pela proposta que prevê o despedimento da grande maioria da força de trabalho.
“Isto não é uma proposta de viabilização, mas uma proposta de encerramento”, sentenciou o advogado.
Sendo os trabalhadores os únicos credores (12 milhões de euros que lhes é devido pela empresa) cabe a estes decidir se aceitam, ou não, a proposta. Como o voto será contrário a empresa encerra oficialmente na próxima assembleia de credores, que aguarda a marcação da data por parte do Tribunal da Feira. |
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